segunda-feira, 28 de abril de 2008
asshole
Uma alegria imensa notar no fim do mês que recuperei metade do dinheiro investido na magrela, que chego em 20 e poucos minutos à escola, que minha perna está ficando dura (:D) - porém, não emagreci nenhum grama, já que como com a mesma voracidade que pedalo na subida (:/).
Mas o que me deixa impressionada, o que eu passei a reparar nesses últimos 30 dias, é como nós, ciclistas urbanos, somos desprivilegiados. Não há lugar na Terra para nós: a calçada é para pedestres, a rua, para os motoristas solitários, enervados, egoístas e ignorantes (em uma generalização injusta, eu sei). E as ciclovias? Elas estão em Santos, nas avenidas praianas, quando muito, aqui na área do Grande ABC, dentro e ao redor de parques. E o que eu vou fazer com essas ciclovias? Infelizmente meu trabalho não se constitui em pedalar ao redor de áreas verdes por 4 ou 6 horas diárias.
Outra coisa que me ocorreu, é que agora eu peguei um pouco daquele espírito do motorista comum, que, após a aquisição de seu veículo, não tem coragem de ir a lugar algum somente com os próprios pés. Confesso... vou ao médico, à padaria, à casa da amiga, à banca de jornal só de bicicleta. Porém, além do meu suor, não emito nenhuma substância nojenta prejudicial ao ar, ao meio-ambiente, à minha saúde e à dos outros. E apesar de estar colaborando para com o esvaziamento do trânsito caótico, com a super lotação dos ônibus e com essa parada ambiental, não há lugares para estacionar este meio de transporte. Já prendi minha bicicleta no corrimão do consultório médico, no portão do laboratório, na grade de proteção do gás... enfim... lugares tão alternativos quanto o transporte.
Esse relato foi só por puro desbafo... Não vou lançar campanha para os meus leitores assíduos (hahahahahahahaha), mesmo porque não é todo mundo que está a fim de ser legal (=]) às custas de alguns gotejos sudoríparos pelo corpo. Só quero que vocês, motoristas, sejam mais compreensivos com os ciclistas que vocês acham que atrapalham sua vez de passar. Raciocinem: uma bicicleta é um carro a menos na sua frente.
E eu prefiro ter dor no asshole a ser um.
*asshole = 1. buraco do ânus, vulgo "cu". 2. indivíduo que usa seu carro para locomoção única e exclusiva dele mesmo. O carro tem lugar para 5 pessoas, mas dar carona é perigoso e hoje em dia não se conhece mais os vizinhos. [ah... fazer o que? é a vida!] ¬¬
segunda-feira, 21 de abril de 2008
cópia e inspiração II
"A dor começa na compreensão.
Não acredito que existam ações sem conseqüências.
Nem sempre conseguimos controlar nossos pensamentos, mas a questão é: por que controlá-los? Nunca fui a favor de controle.
É difícil entender alguém incapaz de pedir aquilo que mais quer no mundo.
Não sei mais o que sinto."Mary Reilly
Ouvi dizer que sou intenso, romântico, louco, idealista, egoísta. Mas quem está frente a mim só vê uma faceta minha - há quem veja três ou mais, porque a este, a este mostro-me crua. Mas conhecer-me por inteiro, isso nem eu o sou capaz. Ao menos por ora.
Senti raiva de ti pois mostrou-me o que eu por mim mesmo já sabia, e admitir que essa dor é barata dói-me novamente. Por dar-me um tapa na cara porque isto é real, amo-te.
A compreensão começa na dor.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
sincronia vital
"Algo, alguém, algum espírito nos perseguia, a todos nós, através do deserto da vida, e estava determinado a nos apanhar antes que alcançássemos o paraíso.
Naturalmente, agora que reflito sobre isso, trata-se apenas da morte: a morte
vai nos surpreender antes do paraíso. A única coisa pela qual ansiamos em nossos
dias de vida, e que nos faz gemer e suspirar e nos submetermos a todos os tipos
de náuseas singelas, é a lembrança de uma alegria perdida que provavelmente foi
experimentada no útero e que somente poderá ser reproduzida (apesar de odiarmos admitir isso) na morte."Jack Kerouc - On the Road
Há momentos na vida que parece estarmos só deixando as horas passarem, esperando por algo maior, por um instante de felicidade. A sensação de ser apenas um espectro, escorregando pelos vãos das vidas alheias, um mero coadjuvante das histórias de outrem. Nesses momentos, olhamo-nos ao espelho por segundos e não nos reconhecemos e perguntamos para a imagem refletida: 'Quem é você? Meu Deus... sou eu! Por que sou desse jeito?' Quanto mais observamos os pequenos detalhes de nossa face, menos nos parece possível fazer parte daquele corpo. Se lembramos do que fazemos no dia-a-dia, cada vez mais estranho nos tornamos.
Foi em uma dessas viajadas através do espelho que notei, então, que cada mínima atitude tomada influencia na construção do "eu". Estamos em constante modificação, alterando também o rumo da vida de pessoas de quem nem temos noção que possam existir, que por sua vez terão uma reação que nos atingirá direta ou indiretamente, para o bem ou para o mal, imediatamente ou a longo prazo. Ao mesmo tempo que nada está sob o controle de ninguém (porque, por exemplo, mesmo quando acreditamos agir de boa-fé, nossas intenções podem ser interpretadas como vis aos olhos de terceiros), certas coisas acontecem com uma sincronicidade surpreendente e desencadeiam fatos que em instantes mudam nosso rumo drasticamente. Pessoas que sempre estiveram alí, num relance passam a fazer parte de nossa vida, pessoas com as quais mantínhamos conversas supérfluas mostram-se conectados a nós de uma forma que antes não notávamos. Histórias que ouvíamos sem cessar, em dado momento, quando prestamos atenção, parecem contar nossa própria trajetória. Músicas que outrora passavam despercebidas, são tocadas no instante em que procuramos a resposta para algo e então começam a fazer todo o sentido. E se olharmos para trás para tentar vermos como éramos há eras, dividiremos as lembranças em nostalgias e vergonhas. Lembrar do conforto de ser carregado no colo do pai ou de como era receber um beijo de boa noite da mãe enquanto fingia dormir traz lágrimas saudosas, ao passo que chegamos a levar as mãos ao rosto quando recordamos quão ridiculamente nos comportávamos frente aos primeiros amores (e às vezes ainda o fazemos) ou como éramos estúpidos covardes (ou ainda os somos). Entretanto, é a soma de cada uma dessas ações ou inações que fazem de nós as pessoas que somos neste segundo. Sim, estou repetindo-me. É que voltar ao passado faz lembrar também que estamos envelhecendo. Porque ao viver no "piloto automático", não reparamos que o passar do tempo deixa mais do que memórias: deixa marcas, rugas, expressões cada vez mais cansadas, paredes descascadas, cores opacas, chinelos gastos. E reafirma a certeza de que mais dia, menos dia, desapareceremos por completo, sem saber para onde iremos nem o quanto influenciamos no curso da história.
"It seems so unfair
I want to cry"
Cemetry Gates - The Smiths
O Canalha.

Satisfazer minha gana por volúpias e contravenções, sou um devasso, um canalha.
Sou tão bom com as pessoas que estão próximas a mim como um predador é bom com sua presa. Eh assim, tudo é uma presa à ser abatida. E ao fim sou o que nunca quis ser. Sou sem moral, sem caráter ou qualquer forma de respeito pela vida e por sentimentos.
O Cinismo é a arma dos infelizes.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Salut!
O único problema é que right now não disponho do tempo necessário para escrever algo útil, então despeço-me com uma definição minha sobre eu mesma:
"Dentro de meus padrões, sou normal."
Beijo, tchau!
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Inacreditavelmente estou vivenciando um momento monogâmico. Algo que nos últimos tempos era completamente fora da minha realidade.
Você caro leitor deve estar pensando: - Ué! Este cara se acha mesmo!
Não é isso não, acontece que devido a frustrações traumáticas geradas por relações anteriores, este pobre homem que vos escreve se fechou para os relacionamentos.
Monogamia: A monogamia acontece quando um indivíduo só tem uma única parceira durante um determinado período de tempo. Tempo esse que pode ser prolongado ou não.
Então, durante uma boa parcela dos últimos anos poligamia, promiscuidade, libertinagem, ou seja, uma vida regada de putarias sem limites era o que minha vida havia se tornado. Não vou cuspir no prato que comi... Mesmo porque foi uma época muito boa.
Claro que no decorrer dessa sacanagem desacerbada algumas pessoas saíram ofendidas, umas mais outras menos e outras nem deveriam ficar.
Filhadaputagem! Esse é um termo que por muito poderia me descrever nos tempos de amigo do deus Baco... Festas, vinho, cerveja e mulheres nuas.
Mas acontece que chega um momento na vida das pessoas em que elas necessitam de ter alguém para abraçar, passear, trepar (ora uma trepada é sempre bem vinda) acordar junto, viajar e o melhor você saber o nome.
Sei que parece besteira, mas eu preciso de alguém que pelo menos saiba o nome. Cansei de chamar as moçoilas de chuchu, lindinha, fofinha, psiu, filé, delicia, coisinha, enfim, uma infinidade de nomes e adjetivos que nem representava bem as meninas.
Por isso eu quero chamar pelo nome, quero alguém que eu saiba o nome... E quando for criar algum apelido ou alguma forma carinhosa de chamá-la que seja apenas uma forma carinhosa. E não o nome que você consegue dar para as moças que costuma sair nas noites de festa de rock nos quintos dos infernos*.
*entenda Inferno como casa noturna situada na Rua Augusta.
E por isso eu reafirmo... Monogamia é ótimo!!!
sexta-feira, 4 de abril de 2008
"Deixai toda a esperança vós que entrais..."
PENUMBRA:
Alguns segredos devem morrer com seus pecadores
Algumas noites devem ser esquecidas
As fagulhas que nos inibem a visão
Nem sempre conseguem criar a combustão
Que seria a redenção de nossa existência vã...
Sou extremamente forte,mas impiedosamente medroso
Assim como um tigre destemido que se declina ao fogo
Há pecado em fraquejar ?
Há pena capital pro fracasso ?
quinta-feira, 3 de abril de 2008
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Em terra de cegos, quem tem olho é rei!!!
É ele, aquele, sabe?
O moço da TV;
O heroi, voce não viu?
Tá ali com aquela gostosa!
Não é aquele catador de latinha não!!!
É aquele ali oh,
O heroi,
O que ficou confinado;
Não moço, não é esse não!
É o outro, esse ai é trabalhor...
Viu? É ele mesmo,
O Heroi.
Nossa, que cara genial,
Ele é realmente um heroi.
(Andreas "Baby" Martins")

